Boneco de neve

Estava um dia maravilhoso. A neve amontoava-se no chão e o sol brilhava no céu.

Era o dia ideal para fazer o boneco de neve perfeito. Era só chamar os amigos e irem para o jardim, junto ao parapeito.

O João saiu de rompante pela porta: saiu sem luvas, sem gorro… mas que importa!?

– Luís, anda daí, vamos brincar! – chamou o João – Tens um gorro que me possas emprestar?

– Claro, João, tenho e empresto. Só um segundo que já desço.

O Luís saiu de rompante pela porta: saiu sem luvas, sem casaco… mas que importa!?

– Inês, anda daí, vamos brincar! – chamou o Luís – Tens um casaco que me possas emprestar?

– Claro, Luís, tenho e empresto. Só um segundo que já desço.

A Inês saiu de rompante pela porta: saiu sem luvas, sem botas… mas que importa!?

– Luísa, anda daí, vamos brincar! – chamou a Inês – Tens umas botas que me possas emprestar?

– Claro, Inês, tenho e empresto. Só um segundo que já desço.

A Luísa saiu de rompante pela porta: saiu sem luvas, sem cachecol… mas que importa!?

– Gonçalo, anda daí, vamos brincar! – chamou a Luísa – Tens um cachecol que me possas emprestar?

– Claro, Luísa, tenho e empresto. Só um segundo que já desço.

O Gonçalo saiu de rompante pela porta: saiu sem luvas… mas que importa!?

– Esperem! Faltam as luvas. – disse então o Gonçalo – sem elas não conseguimos fazer nada.

E todos se aperceberam que também não as traziam… E agora? Que maçada!

– Não se preocupem. Vamos busca-las e trazemos também algumas roupas. – disse a Inês a sorrir. – Que para ser perfeito, o boneco tem de se vestir.

Os amigos foram a casa e num instante voltaram para brincar. E o boneco ficou incrível, como seria de esperar.